"Novidade" nos cinemas. Mais uma refilmagem

Um dos termos mais usados neste blog desde seu início, há mais de 2 anos, é refilmagem. O número de remakes produzidos pelos estúdios norte-americanos é absurdo. São versões WASP de produções estrangeiras ou “reinvenções” de “clássicos”. Dentro da seara do cinema de horror, o fenômeno tem mostrado uma força absurda. Nos últimos meses, chegaram às telas “novas interpretações” para Dia dos Namorados Macabro, Sexta-feira 13 e nesta semana estreia Pacto Secreto, refilmagem do cultuado slasher B de 1983 The House on Sorority Row.

sorority row movie poster

O novo filme traz algumas diferenças com relação ao original, em especial na trama — o diretor Stewart Hendler disse que sequer havia visto o Sorority Row de 83, mas contou com a “bênção” do diretor/roteirista daquele filme, Mark Rosman, que atuou como produtor da refilmagem. Em Pacto Secreto, um grupo de garotas da irmandade de faculdade do título em inglês, planeja pregar uma peça no namorado galinha de uma delas, mas a “pegadinha” dá muito errado e uma morte, que dará origem a muitas outras, acontece.

house_on_sorority_row_poster_01

Não vi ainda, mas creio que este novo Sorority Row seja algo entre as produções de terror adolescentes criadas por Kevin Williamson (Pânico, Eu Sei o que Vocês Fizeram…, e o meloso seriado de TV Dawson’s Creek) na década passada e os sangrentos slasher movies dos anos 80. De fato, pelo que andei lendo em críticas de sites especializados no gênero, Pacto Secreto não tem vergonha de mostrar gore e alguma nudez, explorando a beleza do seu elenco feminino.

SORORITY ROW

Num mundo ideal, não teríamos remakes desnecessários (ah, o Psicose de Gus Van Sant…). Mas sou otimista. Espero que a molecada que assistir a estas refilmagens se interesse em procurar pelos filmes originais, da mesma forma como sonho que essa meninada emo passe a ouvir por rock de verdade a partir dessas bandinhas teen chorosas. Como diria John Lennon, You may say I’m a dreamer…

3 Comments

  1. … but you are not the only one, Daniel. :-]
    Oremos pra que você tenha razão e a avalanche de remakes esteja pelo menos suscitando a curiosidade. Eu acho que não, porém. Acho que isso é envernizar o original pra fazer grudar a molecada de agora – aquela mesma que é capaz de usar polaina e achar que é última moda. ;-]

  2. Não vejo explicação para remakes.
    Já enviei várias histórias inéditas para agentes em Los Angeles, e os caras os devolvem com as criticas mais cretinas.
    E duvido que outros autores tambem talentosos não enviem historias inéditas.
    Acho que por tras dos remakes, esteja uma grande dose de preguiça mental por parte dos produtores, que não tem inteligencia suficiente para achar que novos temas, podem garantir o interesse do publico.
    Eu, por exemplo, já deixei há um tempo de ir ao cinema, levar dinheiro para essa turma de picaretas.
    O pior é que nem livros policiais interessantes se encontra mais para ler. Dow Brawn? Outro lixo.
    Abraços
    Um abraço.

  3. E a coisa toda funciona assim: os filmes são sempre piores que os livros que deram origem aos mesmos, e os remakes… sempre piores que os filmes. Mas o que atrai a molecada para os cinemas? Os remakes. Os livros? Imagina! Sem chance de serem lidos…

    Abraços!


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